Poema de Fim de Noite

As dúvidas
Querem incêndio
em mim fagulham
O baixo astral
faz maloca
e nada silencia
São muitos desesperos
que barulham
quando nada em mim
negricia

Penso, não é a pensão
que me incomoda
nem a nódoa de tensão
presente
Suspenso é o choro de supetão
essa fogueira em meu rosto
rolando rente

Nem lenço seca o frio
que em minha face flagra
nem ânimo sara com seu pouco
de harmonia
Vou contra a correnteza do rio
um solitário se consagra
eu também sou cada louco
com sua mania